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Prefeitura de Itaboraí inicia processo de tombamento de imóveis históricos

LSM – A Prefeitura de Itaboraí, através da Secretaria Municipal de Cultura, vem realizando o mapeamento e levantamento do atual estado de conservação dos 13 imóveis previstos no Plano Diretor da cidade para iniciar o processo de tombamento.

O objetivo do tombamento é proteger o patrimônio histórico do município, que faz parte do desenvolvimento da identidade da cidade.

O Secretário Municipal de Cultura, Roberto Costa, juntamente com a equipe técnica do Departamento de Patrimônio Histórico e Memória da Secretaria e do historiador Deivid Antunes, acompanharam uma parte do trabalho de vistoria desses imóveis.

Primeiro, visitaram a Capela Santo Antônio, em Porto das Caxias, depois a Fonte de Bambús, em Pacheco, seguido da Antiga Estação de Trem, em Venda das Pedras, e a Fonte da Carioca, no Centro.

“Com o passar dos anos, infelizmente, vão se perdendo pedaços importantes da memória da nossa cidade. Se não existir esse trabalho da Prefeitura de mapear e fazer o direcionamento de como preservar, estes bens podem se perder. Não queremos que isso aconteça, por isso, estamos dando prosseguimento ao que está previsto no Plano Diretor de Itaboraí”, declarou o secretário municipal de Cultura, Roberto Costa.

O Plano Diretor e o Código de Posturas e Obras do município organizam e regulam o desenvolvimento do centro urbano. Neles estão previstos como se deve proteger legalmente as edificações e centros históricos da especulação imobiliária. O processo de tombamento é feito pela iniciativa do dono do imóvel ou do órgão municipal de preservação. Esse processo é acompanhado com as justificativas, localização e descrição do estado do projeto arquitetônico. Depois, ele é encaminhado ao parecer técnico, para que possa seguir para aprovação ou não do tombamento.

Dos bens históricos visitados, a Antiga Estação de Trem de Vendas Pedras é a que apresentou menos viabilidade para tombamento. A Capela Santo Antônio, construída em 1828 por Antônio Alves da Silva, ainda preserva parte da fachada original, o calçamento colonial conhecido como ‘pé de moleque’, e parte do telhado colonial. Já as fontes, tanto a do Bambu quanto a da Carioca, passaram recentemente pro revitalizações no paisagismo, realizadas pela Secretaria Municipal de Agricultura, e agora receberá pequenas intervenções de restauro. Cumprindo todas as exigências documentais do processo devem seguir para tombamento.

“Precisamos ser agentes da preservação da nossa história. Itaboraí tem uma história riquíssima e que por muito tempo esteve abandonada. Temos um passado colonial e fomos palco da história férrea brasileira. Temos que resgatá-la e repassá-la para as futuras gerações”, disse o historiador Deivid Antunes.

Fonte: Prefeitura de Itaboraí

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